sexta-feira, julho 04, 2014

GALVÃO BUENO INVADE VENEZA

E o Galvão Bueno entrou na Padaria Veneza.

Pediu um sucão Xandó geladíssimo, pura laranjada pro gogó.


Olhos acesos, arregalados: o Galvão pagou tudo com um time de notas de dois reais, seu hálito Natu Nobilis, o Galvão deixou cair uma moeda amarelinha de dez centavos - quando foi se abaixar a calça fez créqui, o episódio deixou o balcão constrangido, os pães transformaram-se em gargalhadas, o café desceu rosa da máquina pra Juraci, mas o Galvão é mais objetivo: deu adeus.

De vidro, a porta abriu a boca: varrendo a padoca, em luz 100% amarela, de pele radiosa, acabaram-se as sombras.  Iluminadas, as bolachas, as cadeiras, uma nova Veneza - atendentes-suprimentos-máquina-de-café-ocaixa-geladeiras-estufa começou mexer a peruca:

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