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ONOFRE MUST DIE


Bole-que-bole no Bar do Afonso.

- Parmera ou Curintcha domingão?

Ninguém botou pilha.

O Neninho Darkness apertou o repeat:

- É Parmera ô Curintcha, fídasputa?

Ninguém deu trela.

O Neninho Darkness deu linha.

Era a deixa esperada pela turma. O Neninho era flamenguista. Já tava beldão. Aluguel nessa altura do campeonato, nem pensar.

O Flavinho sugeriu:

- Eu acho que é empate. Zero a zero, jogo de merda.

O Onofre jogou um jab:


- Valendo um frango assado?


O Flavinho foi rápido:


- Tua mulher de frango assado?

Formou-se então um clima pesado.


Onofre apareceu quente. E foi um socão. O Flavinho naquelas banquetas altas tombou pra trás com tudo! Puta barulheira de taco de bilhar caindo, copo americano espatifado. Barulho e vidro trincando, o Onofre pisava nos cacos, cróque, e deu uma puta bicuda, o Flavinho como recém-nascido, o sangue como oferenda.

Só que do chão ele já puxou o cano, se ergue rapidão! E a bala destroçou a perna esquerda do Onofre, que caiu esculachado, corre-corre: a turma se ligou que era treta feia! No chão, o Onofre gemendo de dor, muito sangue, sangue também no beiço do Flavinho que ali de cima, separou o último tiro que explodiu o pote do irmão.

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