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AVENIDA 13, ESQUINA COM A RUA 5


Aquele lugar, aquela atmosfera.

Avenida 13, esquina com a Rua 5. 

Uma banca de jornais é sempre um local de sonho. Você só balança a cabeça e sorri, satisfeito.

Alguém que trabalha com publicações é um sujeito iluminado.

E nós frequentávamos a banca. Jornadas de cura, balanço e alegria. 

Revistas parceiras, livros da Editora Escala em papel jornal, num preço camarada. Nós podíamos então adentrar em novas viagens, curtir pra valer o fato de que estávamos vivos. A alma o coração ali sem encrenca, despertos.

Sossegadão o sangue pulsando, as veias da cidade ventiladas, e no piloto aquele homem - que às vezes taciturno não recusava simpatia, comandando a banca sem crise, senhor de si, sempre de olhos azuis ao lado de sua bicicleta invencível.

Enquanto a banca permaneceu ali éramos muitos mais que chefias privilegiados. Éramos os Ramones das páginas, as calçadas tinham noção disso. Porque éramos leituras além da abstração, pés voadores estralados em eternos instantes.


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