quinta-feira, dezembro 25, 2014

O ANO. ACABANDO.


O ano. Acabando. Como uma dança, você e o piano. O piano sofre de asma, por enquanto. A dança está encerrada. Observados com a lupa do adeus, os últimos acordes do dia 31 de dezembro, porque 2014 nunca mais existirá fisicamente.

Balanço do ano? A corrente que empurra o balanço para o céu está tomando Cerezer. Todos os amigos lúcidos do bairro cometeram suicídio com Balinha 7Belo.

O ano morreu, o orgulho venceu. Materialismo com a japona do upgrade todo mundo curte, né? E as crises de posse inveja estelionato virtual, tá todo mundo peido, ou peidou esta bela e patética sinfonia.

Ontem mesmo. O ano perguntou ao psicanalista se dezembro ainda pode ser considerado um pedaço de tempo. Eu não sei. Ele não soube responder. Quem, o doutor?

Enquanto isso, os familiares estão chegando na sua casa, pés aquecidos e meias limpas. Na minha casa não teve abraço inicial (leseira?) mas teve brinde, timtim, boas festas. Depois o abraço veio, vale a pena.

Importante mesmo nessa altura do campeonato, eu falo - o amor e a música grudados, é simples porque é importante.

Fatos. Política. Roubo de samba canção em Itirapina. Bravatas. Bravatas porque certas experiências são tolas e substituíveis, as rodas de conversas tem o seu troféu de endorfina verbal, não é mesmo?

Brasil. Chile. Haiti. Nações, Namíbia. E no banheiro, o Celsinho.

O Celsinho parece que tem a vida feita para isso: gestos fortuitos para limpar o nariz com melequinhas ressequidas, ressecadas.

Cuidado com a ressaca, Celsinho.




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