segunda-feira, dezembro 28, 2015

Hoje você atravessou a rua curtiu uma pergunta, uma interrogação dançando lambada:

O universo da ficção?

A linguagem - a brincadeira total - o devir-maionese.

Narrativas, tipos e brenfas.

Fonética?

Folia em parágrafos.

Poesia que derrete o coração, olha o fogo no boné do guarda.


sábado, dezembro 12, 2015

RIO CLARO


Rio Claro é meio que uma cidade fantasma mesmo. 

Em algumas partes, como o Centro, por exemplo, vixi, então aí o bicho pega: famílias inteiras fantasmagóricas preenchem o vazio das noites.

Vazio
Vazio
Vazio

Nada
Nada
Nada

Cidade de merda: as opções pra população em termos de arte e cultura são zero, se depender da prefeitura.

Não há uma boa peça pra ver. 

Eles preferem chamar esses manés que importam esse stand up de bosta, construído via virtuosismo sinapse de ervilha.

E O CINEMA?

Segurar o riso é difícil.

O Shopping Rio Claro tem um cinema com várias salas!

Uau.

Filmes dublados, tudo dublado, ou alguma produção Globo Filmes com algum trouxa de quinta categoria alienando a família brasileira.

Aqui falta gana.

As pessoas existem. Se encontram. Há alguma movimentação subterrânea.

Mas em si a cidade tem medo.

Você não encontra viva alma, movimento. 

Se durante a noite o contribuinte resolve cruzar o centrão e tromba alguma pessoa na Praça Central, vixi: a maioria se borra nas calças com medo de esquartejamento: cidade preconceituosa é apelido, chefia!

Eles gostam de chamar os outros de bandido, mas preferem desconhecer sua história singular, abrir as janelas, seu esporte é ignorar como belos coxinhas a condição de que uma cidade é formada por cidadãos que devem se olhar face a face, e ter a manha de conviver de maneira madura com suas diferenças.

E na Rua 1?

Vamos lá.

Agora na Rua 1 tá rolando uma pistinha de skate firmeza. 

Também, séculos dessa luta, não é mesmo? 

Fora o descaso das "autoridades" com o skate, a "antiga pista destruída", enfim, um tópico que não vale a pena comentar, tamanha dor de cabeça que gerou na alma do pessoal gente fina da terrinha.

Rio Claro, Rio Claro. 

Fantasmas e medo pairando nervosamente, ocultos na Rua 6 com a avenida 3.


sábado, dezembro 05, 2015

VEM AÍ MAIONESE, O NOVO DISCO DO GARRAFA VAZIA

No final de novembro gravamos 7 músicas novas.

Elas integram "MAIONESE", nosso mais novo disco.

Sabe aquele punk rock com refrão durex, balanço, e letras descontraídas pra você?

Então. Tosqueira total.

A mixagem será por conta do mestre Rodolfo Nei (Back to Bacana/Corotinho) e a master pelo Rafael Simões (idem), grandes amigos lá da Pé de Macaco S/A!

Veja na foto o lindo Porão que tem proporcionado inúmeros registros do underground do interiozão de sp.

Estamos curtindo.


segunda-feira, novembro 16, 2015

Garrafa Vazia e seu novo ep: Corotinho !






















Corotinho é nosso novo ep!

Traz a marca, a identidade do Garrafa Vazia: som cru, punk 77 da roça, refrão grudento, letras satíricas beirando o non sense e atitude faça você!

O disco é uma parceria da Pé de Macaco S/A (São Carlos) com a Two Beers or not Two Beers (Goiânia).


Foi gravado e mixado por Rodolfo Nei, o Dorfs. A masterização é de Rafael Simões.


Adquira o cd por 5 reais nos shows do Garrafa e por 10 reais via correio (mariomariones@gmail.com)

A capa é do mestre Hebert Nascimento, guitarrista e vocalista da banda!

quinta-feira, novembro 05, 2015

e de repente a folia representou novamente
aquela folia fera, folia fera
surgiu na cidade cagando pro mundo, 
a folia encheu a caveira de cangibrina
folia mental?
vamos nos divertir 
se for pra sair de casa "consciencioso" num bailão do barulho
fique em casa, nénão?
que a folia estourou a miguelagem, micose da antipatia não resvala
a folia e seus anônimos respingos de sinceridade representou novamente
que agora agorinha
ou agorinha agora
estão voando em voadoras vala vala valentes, vai a caveira voando também na trutaria!

sexta-feira, outubro 30, 2015

PARA AS PRÓXIMAS GERAÇÕES



Uma banda que me inspira.


Não me venha com essa de combustível, gana, presença e reação. Hippies not Dead é mais: é a nave torta do caos, brutal sangue que faz a porra toda existir.

Tudo isso aqui é real.
Tudo isso aqui é destruidor.


O tempo fortaleceu reflexão, vivência, o  tempo recusou aceitar tentáculos de autoridade.

São anos de resistência que estralam!

Anos de respeito, camaradagem, contatos com os bangers ou não bangers, nas ruas, nos mecanismo de regulamentação ou não. E sem guetos, sem clichês e sempre contudente. Na ideia reta, honesta e autêntica.

20 anos de Hippies not Dead.
20 de inspiração e insanidade para as próximas gerações.

Aperte o play nessa porra:

quarta-feira, outubro 14, 2015

EVAPOROU

Olha o Celsinho.

Que boa vida, o Celsinho.

Acordadão sete da manhã, vive de herança e dorme oito da matina, então.

Vive de bagunça.

Acorda cinco da tarde. 

Acorda louco pra deixar de esperar e ser alguém famoso. No entanto,  infelizmente o comércio começa a encerrar suas atividades, são cinco da tarde, Celsinho.

Cidade pequena é assim: entediante e chinfrim.

Dados, detalhes, aí, abaixo.

Celsinho não é stripper.

Celsinho sim, simpatiza com futebolzinho. Conrado é seu vizinho, cocaína cheira adoidado. Os dois mal se olham, pouco se fodendo um pro outro, pode crer.

Ninfeta é o nome que marcou a vizinhança, valeu. Ninfeta é o nome do edifício que explodiu por culpa do gás. Vazou gás e blum, morreu todo mundo em janeiro.

Mas só a galera do prédio se ferrou.


quinta-feira, outubro 01, 2015

fuma camelinho, fuma camelinho e toma um monte de cerva.

bebe heineken, bebe heineken, sempre abraça a verde garrafa, as tampinhas vão dançando, bebe, vira o copo, a goela é heineken, enquanto o camelinho trabalha nicotina trabalha os ossos do morto, os ossos daquele grande cheiro de morte cheio de violência verbal, tijolada na sua cabeça, fuma camelinho e bebe heineken, está com a melancolia está com melancolia, não será difícil deduzir o falso desinteresse pela gente, pelos pobres corpos que hoje pisam na calçada, amanhã atirados pra baixo da terra, feito garrafas bitucas, feto boiando nas turvas águas da diarréia urbana. cacos, estilhaços, o olhar vidrado, muitos camelinhos fumados, muitos camelinhos celebrados, o verbo turvo é sarcástico e paciente, acredite, não bateu em ninguém nesse mês, tem tempo que não toma suco de ácido sem parar e cai, a autodepreciação precisa de você, bebe heineken depois do serviço e fuma camelinho, sabe do lixo sabe da lama sabe do inferno sabe que deteriorado é o resto de toda essa frase preguiçosa, nojenta, cheia de lugares comuns boçais, carbono da concepção simples, bebe mais heineken bebe mais camelinho e acende uma bomba na cabeça, começa a olhar para os outros, ri de tudo, ri do mundo, cagando em cima dele, cagando pra lua, cagando em cima dela também.
a realidade concreta está chata pra dedéu.

todo uma sustentação de fatos replay, sustentação causa e efeito, de pequeninas verdades convenientes, de virtudes, de defeitos, dindim e sushi.,

o negócio é abandonar a autoridade dessa realidade de merda, realidade concreta.


terça-feira, setembro 29, 2015

sábado, setembro 26, 2015

céu e mar



Andei ocupado. Depois daquela tentativa de assassinato, não saio de casa.

Não, não saio.

E não é só porque estou cansado.

Na verdade, nunca fiquei cansado.

Gosto de dormir muito.

A bala passou de raspão. Minha orelha continua viva.

Vou com ela, viajando.

sábado, setembro 19, 2015

OS DOIS PRÓXIMOS SHOWS DO GARRAFA VAZIA


SETEMBRO

Amanhã vamo rolar uma podreira lá em Sumaré.

Retornaremos ao clássico Piratas Rock Bar, num puta evento foda! 

Evento fodão "dia de celebrar a alma do pirata", com Evil Idols, de Curitiba, 15 anos de garagera, a sonzera do AqueLES e do Satanagem, bandas fudidas explosivas aqui do interiorzão de São Paulo.

OUTUBRO

E no mês que vem nós vamos pro Hangar 110, convidados pra décima edição do Punktober Fest.

Será histórico.

As bandas:

Dia 24/10/2015 – Às 18h00
Periferia S.A.
Gritando HC
Os Excluídos
Lomba Raivosa!
Baby Lou (Alemanha)
Garrafa Vazia

Dia 25/10/2015 – Às 18h00
DFC (Brasília)
Agrotóxico
Desacato Civil
Vingança 83
Motim

segunda-feira, setembro 14, 2015

baita fome, baita ronco nu estâmago
ae, me vê um lanche servido, valeu
bota ae no pão francês da fartura
baita fome, bicho
ninguém segura, ó
o balcão:
chicrétão de rapadura

sábado, setembro 12, 2015

Como rolês rock and roll estralando amnésias
que nós vivemos, num mundo bêbado absurdo
quantas histórias perdidas e sumidas no asfalto da tosqueira
uma lembrança: opa, vamos ver
esqueci
porque veio estraçalhada, em crust
zigue zague vazou, então lembre-se
a lembrança caiu desastrada de cabeça, póim
mas o coração vai pogar, vai pogar nervoso
fúria fúria vai suar
enquanto o sorrisão explode explodiu
saudosa camaradagem
convivência dos profanos cumpadis do barulho
firmeza
Hugo Brito e todo pessoal ponta firme de San Caos!

terça-feira, setembro 08, 2015


amanhã é terça
tijolada na cabeça
do calendário
do imóvel

vamos mexer
mexer
mexer
mexer
que
mexer
é
muito
melhor

segunda-feira, setembro 07, 2015

Outra batida
A janela abre motivos
Para ser aberta
Mas é a Nana
Que chama

Não sei
O remédio é
Legal

Eu posso dormir
Posso sim
Eu posso fazer acordado

 Vocês estão aí?
Na minha barriga
Rom rom

Alguém para ler?
 Para zuar
Zoar
Zoeira
O zodíaco da zuera
Zonas zeradas da alma que
Brincadeira
Brincar é encher a cabeça de sangue
Olha a testa do sujeito olha o vinho
A chuva esparrama o
ximbau telhado toc toc fechadinho ramones

A tieta chora muito
Pera aí pronto
Peguei
Ronrona a pretinha cheia de rom
Rom
Que gatinha linda gatinhazica

segunda-feira, agosto 31, 2015


  1. Olha que são as quatro da manhã, uma é signo e garante a dança das outras, o galo xingou deve precisa quatro horas ouço o correio lotado pedido é pedido remetente que atenderá, atenção quatro e três quatro queijos era uma tão lírica pizza..pena que faliu a Zoega, cinquenta anos  após quando quatro horas e cinco minutos...

na madrugada o quarto espirro

O gato assim acalmou esbofeteado pelo gato que era calmo, é calmo fica gells e o gato esbofeteado sangrou muito pouquinho mas mandou um espirro triplo de gato envolvido. 

934

Repeteco o treco o objeto que a gente engoliu o trapo o cão bebendo rivotril, repeteco o ouvir, rua sete o repeteco dois pés andando pisando meio torto repeteco o monstro ou ogro que derrete. E o repeteco reincidir que o senhor pediu, olá não digo repeteco contrafeito - televisão senso comum tibum reprise representar, olha só que diferença repeteco e a crença, ciência e baronesa, reportagem sobre alimentos que respira, repeteco,

sábado, agosto 29, 2015

o conto sumiu


porra, ontem brotou o esboço, seria um conto e tanto, bem tonto.

mas hoje sumiu. lembrei agora que sumiu de novo. e de repente some mesmo. e se sumiu, sumiu sem velocidade, tem que sumir de ar sério, sem chance eu acho que era o céu de merda explodindo bem no meu cabelo grudento, sumir é sensacional, sumiu, explodiu em bosta, olha aí, os pequenos contos prezepando a pobre senhorinha toda curva comprando abacaxi no pão de açúcar em 1992, masmorra repleta de ruffles afunda o teclado.

sábadão


e o sábado nasceu três e meia da tarde. é brin. brincadeira, genéco. sonhos tão demorados, o ronco é dose. o sábado sabe que vem mais preguiça na panela do pode pá, mas é a tranquilidade que dá as cartas, carinhas amigas como bolachinhas gentis, olha aí, é brin. brincadeira. na geladeira a preservação do nosso sangue, nossos pensamentos virando pausas no sofá, olha lá, almas amigas, acolhedoras almas, o sábado do nelson era ilusão, o sábado saiu de braço dado com a lua, lua cheia, nunca debussy viu a lua peidar, porque ela é nossa truta, sua aura é dez, descuidados viveremos imersos dentro do instante, cada pata do gatinho é em câmera lenta repisando a verde coberta, olha lá o semáforo, abolido, atenção é algo legal, bach são mateus e agepê na playlist da folia, vamos lá, vamos viajar tonight.

7890654



oi, acorda
sou abrigo pote
você é flocos

neve é creme
sobremesa
virou colher

domingo, agosto 23, 2015

SIMBORA, TRICOLOR!

hoje o flamengo
quinta o sub20 do ceará
assim o tricolor não vai!




"Corotinho" - Garrafa Vazia



Novo single do Garrafa Vazia produzido pela Pé de Macaco S/A
Gravado e Mixado por Rodolfo Nei
Masterizado por Rafael Simões

"Corotinho, corotinho
Corotinho é o milagre no potinho

Moeda, centavo, bituca, cachaça
Moeda, centavo, bituca e desgraça"

quinta-feira, agosto 20, 2015

sexta-feira, agosto 14, 2015

sexta-feira

Na garagem quietinhos os gatinhos esperam. Amiguinhos e tanto. Chegamos e a casa cresce- dilata tempo miau, somos esse pézão gigante felizão miau, cheião de cachaça na alma, na veia é alegria total.

Sexta-feira sugere arruaça. Diversão, punk rock, Bruno Lóque enchendo lata. Conhaque brilha no rosto, sexta-feira virou fumaça.


Eu sou de esquerda. Muita gente diz abobrinha segura copo estufa peito gola pólo  bar de caroço, clima de azaração, papo  "ela é muito fauça". Eu não sou assim - eu curto Lima Barreto.

terça-feira, agosto 11, 2015

VIROSE

Ele queria era rodear o leito de Maicon, tecendo-lhe beijocas atiradas à distância. No entanto, nem todas bitocas eram bitocas; Maicon recebeu um sopapo, e como uma folha de almaço rascunho foi subestimado, rasgada-lhe as bochechas.

Agora era pisoteado com afinco, o estrado da cama reclamou. E também logo expirou, pléqui - PUM! nossa, o pessoal lá embaixo percebeu, olha que o burburinho é geral, champanhota na chón, apague a luz e expulse o pessoal do clube, Lulu, fala que é virose.



segunda-feira, agosto 10, 2015

LURKERS !


Às vezes você não percebe logo: era Lurkers!

Lurkers, você precisava escutar Lurkers! 

Mas porra, parece que era impossível lembrar!

Porém, antes que eu sequer suspeitasse, o filtro de barro instalado na minha cabeça apitou. 

Não me fingi admirado: realmente, Ripped 'N' Torn, disco de 1995, talvez seja pouco conhecido, mesmo entre os mais fanáticos pelo lendário punk rock dos ingleses.

Então escutei. Numa boa. Só na manha. 

Pura curtição.

Sem motivo para cólera, havia refrão, energia, assim ruge a vida.

E pela na madrugada havia uma certa conformidade com a esperança, sentir e pensar, a morte não era vinculada e tampouco temida, a morte que vá se foder, viveremos doidos e debilóides dentro dos mesmos três acordes para sempre.


segunda-feira, agosto 03, 2015

CARLINHOS BAD BRAINS

Quando o Bad Brains emergiu dos falantes pogava-se uma barbaridade. 


O peito levava chamas para onde estava a vontade de viver. 

Quem já o esperava com ansiedade, era o Carlinhos. E com razão. Pela razão, dizia ele, escolho algumas bandas pra gostar. Com razão, concordo, chefe.

E ali no Bairro Bisteca era um dos poucos rapazes que ainda preservava o gosto pelo rock veloz. 


Dá-lhe, dá-lhe Carlinhos!

sábado, agosto 01, 2015

CONTROS DO CAMARGO

Era um som essencialmente adolescente, diziam alguns.

"É som de nenas"


"Você gosta disso? Vai se foder mermão, isso aí é o puro pop punk pirulito!"

Era essa mania de parecer libertino, mania que parecia responsável por cercear, garantir o gosto alheio. 


Sim, o som parecia casto por princípio e de temperamento acentuadamente melódico e um tantão infantilóide. 

Mas era um som Master System, um entretenimento alex kid, bem mais legal que a porra de um patins.

Fazia o seu fliperama elevar o astral da moçadinha, o Millencolin. 

PROBLEMS

Cegonha empalideceu. 

- Gente, ajuda aqui! 

As mocinhas do bar entraram em pânico.

O gerente procurou tranquilizar a galera, dizendo que era apenas um desmaio. "Acontece".

Insensível às suas palavras, Gustavo partiu com a esquerda pra cima dele, e o gerente foi parar no sofá, bóim.  O gerente era do sofá, e permaneceu alguns segundos fora do ar. O Gu deu um murro e tanto, enquanto o Cegonha apagado ouviu como náufrago a melodia de Problems dos Pistols...

Gu deu alguns passos tensos no bar, acendeu um baseado, e foi sentar-se ao lado do Cegonha. Depois, como se os lábios tivessem medo de deixarem a boca seca, pediu uma Kaiser e esperou Cegonha ressuscitar.

CURTINDO UM MONTE


Subiu lentamente as escadas do cérebro. 

A porta do fundo estava aberta. 

Resolveu arriscar: rolava um show do The Damned, lá pelos idos de 1978. Firmeza total.

Foi chegando de fininho. Entrou meio com calma, meio no mocó... 

Avistou o palco pequeno e intenso, barulhento. Aí sim. Luzes vermelhas, luzes baixas. Uma galera agitando sem fim. Entre pulos e pogos, "Neat Neat Neat" ecoando, era esse o espírito, porra. 

Entrou no meio, que se foda, punks derrubaram-lhe cerva na fuça, um cigarro bem aceso deu uma bitoca na bochecha, assim aceso ele continuou curtindo, ruído fissura, e foi até à euforia, pessoalmente - neat neat neat - sem que sentisse apatia, sem que sentisse preguiça, apenas pulsava no peito três acordes, era PAIXÃO. Jejéco estava pertinho da diversão compreta, com o rosto completamente chapado de folia.

sexta-feira, julho 24, 2015

FROLINI IS DEAD


Ando aborrecido.

O Frolini, tão valoroso supermercado da imortal Rua 8, cerrou as portas.

É, o Frofrô foi pro brejo.

Beijou a morte, estará ausente naquela bela manhã de terça, para que Lurdinha alcançasse seus iogurtes de pêra.

A fila do pão? Virou um grande nada. Filão fantasma.

O pão de queijo quedou-se. Bolinho de arroz idem.

A pizza e os pedidos, tão concorridos. Os refrescos. Tudo virou fumaça, e não é de crack.

Os corredores vão sendo apagados aos poucos, assim como as compras, caixa rápido...
Empacotadores parceiros em suas ágeis magrelas, devidamente uniformizados - agora desempregados, jogando PS e vivendo de favor na casa do Glauco.

Até modestos cadernos no Frolini eu comprei, para o meu deleite.

Biscoitos, desodorantes, perdidos agora na memória. Café, legumes, todos tristes em algum limbo dos produtos preteridos.

E detalhe: Frolini não se despediu adequadamente.

Primeiro sumiram os funcionários. Depois as prateleiras praticaram redução do estômago.

Enfim, é o fim: Frolini is dead

domingo, julho 12, 2015

ÉPICA TERÇA-FEIRA NA ROÇA


Tem a terça-feira.

Cidade de Rio Claro, terça-feira noite da zuera mental em tranquilas peregrinações, de mãos nos bolsos vamos curtindo as calçadas, curtindo as piadas, ruas vazias entre as sugestões sagradas em cada esquina derretida onde os postes pernoitam sem maiores problemas.

Tem a terça-feira na roça, chefia: nas ruas de Rivers vamos de gratuita sinfonia, grandiosa, dedéu-divertida.

sexta-feira, julho 10, 2015

ELA CHEGOU



Quando ela vem, é massa.

Ela aparece e cresce, e na galera acontece: a grande e forte zoeira.


Será coceira na beira do abismo?

Será o cochilo do bispo, a maionese arisco vencida e infectando o pulôver do xerife?

O certo é que ela chegou, Roberto: zoeira tagarela, olha ela.

JANDIRA, OLHA O SERENO, JANDIRA



A Jandira é o buço vigoroso, é a banha banhando pelanca é o braçola bíceps molenga, é o buço tingido de leite.


Leite de caixa. Natas? Detesta, despreza. Leite tem que ser quentinho, ela divide com o gatinho.

Sereno é uma companhia e tanto.

Pretinho e fofinho, ele é gordinho: gatinho pulinho groselha que não conhece o espanto.

Percebe os dias em passos pisos puros, límpidos, descansadinhas as pegadas, pegadinhas e depois deitará ronrom - ronrona na coberta verde - olha aí ela: é a Jandira satisfeita, refeita, deitada cobre de carinhos a carinha do gatinho, e ele ronroninho, depois boceça largo e eterno,  um quentinho coração de calmaria, minha nossa.

ESQUEÇA O OMBLIGO


meu amigo, meu amiguinho: esqueça o umbigo, esqueça o ombligo.

entregue-se ao herege exercício dela, da folia, danada.

gambiarras de folias, florestas abertas de folia gerando serestas, domingão é rio claro, Coreto armoço corotinho, fofoca fumegando é a roça em festança, festa cadeirinha de ferro mesinha-família garimpando loucura, abre a boca Beth: espetinho frango assado Vicente Celestino, dedilhados, violão não é corda de aço, é náilon, olha o gogó dele, Nair. 

E as senhorinhas lentonias balançam as cabeçolas, cantarolando na paz. Peace e palminhas, ritmadinhas. E mais cervejinha. O bucho e a linguiça, a folia ali derramada na praça, é de graça, maltrapilhos não disfarçam, com seus pares fantasmas, desprovidos de asmas, o passinho é apaixonado, é ritmo, é folia no ar, percebe?

quinta-feira, julho 09, 2015

AQUELA VELHA ESQUINA

É.

É.

É uma vida só, Soares.

Alguém ligou a porra da ampulheta no meio do mergulho.

Uma vida só. E você brinca. Você brinca com o tempo, se quiser.

A discussão vai girar em torno de Rio Claro.

Nesse momento Muddy Waters está dormindo.

E a Avenida Sete e Rua 8 estão conversando.

Tome essas linhas. 

Imagine dois amigos, amigos de anos e bons momentos de diversão e terna camaradagem, chapas trocando uma ideia bacana no degrau de uma loja que fechara às seis da tarde. 

Agora a rua é calma, a rua abre um relógio que aponta sete e meia, sete e meia.

A esquina conseguiu buscar vida e vagarosamente trouxe bastante.


Aquela velha esquina noturna, muitas vezes silenciosa e taciturna, sabe?


Aquela velha esquina, onde apressados carros abrigam motoristas que estacionam mal pra caralho e saem bufando "estou acima do peso",  onde gírias mulecotes larápias e lisas deslizam como "e aí cachorrão - eu já fui preso quatro vezes esse ano", onde madames ou múmias que não conhecem garis pelo nome passam com medo do convívio mínimo, casais pouco se lixando com o mínimo humanismo de merda, apressados com seus pobres cachorrinhos de pelúcia, aquela velha esquina onde conversamos sobre Dead Kennedys, aquela velha esquina, a boa e velha esquina.

Aquela esquina do fortuito, onde você cumprimentou velhos camaradas de diferentes gerações, revisitou velhas chapações em piadas-lembrança, aquela velha esquina onde pobres farrapos quase imploram por moedas e saíram em sorrisos de orelha a orelha, dançando com moedas siricotico nas imundas palmas das guerreiras mãos - sonhos de Corote - aquela velha esquina onde instalaram um piano maionese executando uma triste peça minimalista, aquela esquina onde bitucas serão esquinas do abandono, aquela esquina onde pobres adolescentes de chinelo vão morrer dali pouco anos, aquela esquina cheirando hamburguer e bacon pronta entrega, esquemão quentinho pro vovô Tirso, aquela velha esquina que em 1957 pariu um dos mais sagrados bares dessa cidade chamada Rio Claro.

segunda-feira, julho 06, 2015

DE DOMINGÃO O BIG BAR DEITA UM COCHILÃO


Aos domingos o Big Bar descansa.

Afinal, o templo precisa de mini-férias.

Pobre Rio Claro: então o Centro morre - a Rua 8 para, a Avenida 7 estanca.

Descanso merecido.

Porque Big Bar é foda.

Abriga existência crua, faísca e fogo em cada pedaço do piso, da parede.

O climão é de vida solta.


E o detalhe importante é que os atendentes são profissas: nem xaropes, nem amigões de mais (invasivos?) - os caras são fodas, sintonia total.

Ao adentrar o cliente chapa com o american bar, cardápio generoso parindo lanchão nervoso, chapa quente derretendo napas, é o mundo de biritas aliado ao conglomerados de  várias telas estratégicas pra ver aquela futeba na responsa.

Eu vou bastante lá com o meu primão, o Casão.

Mas o Big Bar não era bem o assunto.


Mas quem precisa de assunto?

Quem precisa de fluxo?


Precisamos é de vigor.

Persistência e vigor, sempre.

E foda-se.

terça-feira, junho 30, 2015

O CASÃO E O BRENFA



O Casão não pirava em pessoas postiças.

Dizia adeus à palavra cena muito dantes dela derrapar, o Casão.

O Casão chamava o brenfa na praça. Casão em jeans camisa preta fudida e o brenfa, é - e ele  sorria no modo easy, todo lentonia, mão no borso puro fumacê microondas vetores foliando do cabelão cheio de ideias interessantes.

O Casão chamava o brenfa nas ruas de Rivers.

Brincava cinema iraniano na muda contemplação proto tontóide sentadão na esquina, aleatória esquina do mundo randômico, meia luz. A brisa era mais seresta assim, rústico sambinha aquece fim de ano.

segunda-feira, junho 29, 2015

PASTEL É VIDA, TITIO


Um dos acontecimentos mais marcantes da semana: comparecer ao último golpe da folia - última noite da quermesse gonzagão festa do padroeiro e plá:

Plonto.

Plonto pla curtir.

E curtir.

 E curtir pastel por apenas dois reais.

Dois mangos o pastelão, servido.

Na minha maquininha da recordação tá lá: devorei três.


Foi bão, bãozão, fí.

Pastel de pizza, ou de queijo é dez: é aconchego.

PANDEIRO BLUES




"O Bruno Lóque é o mundiça".

Troca fones com as mulheres, faz jogo de cena de rabo de zóio - pra desobstruir a panaquice do mundo adulto numa galhardia profissa.

Ele usa espingarda verbal pra alertar malacos que vivem de pisadas.

O Lóque nunca nunca nasceu trouxa nas rápidas roubadas do quebra-quebra.

Lóque é liso, nunca foi tungado. É.  E muito menos deu zoreia pra Fátima Bernardes ou se ligou em panfleto de otário cagando verdadezinha.

Nessas horas o malandro deve estar numa boa.

Sem grilo, sem gripe.

Lóquezera deve estar pagando o maior lazer na longa noite da roça, na super, super maciota - ou ainda melhor, moço do bem mal, esticadão está curtindo uma brizola, dormindo cheião de erva na cachola.

Que o Lóque apavora, é sério, Sérgio.

Anota aí: Bruno Lóque é ferro, Ponte dois Guarani zero.

sexta-feira, junho 26, 2015

NIVERSÁRIO DE RIVERS


Êêê Rio Craro.

Terrinha danada, gente da gente, blues maluco do céu azul mandraque.

Era seu aniversário, Rio Claro.

E na Rua 4 lá estávamos. No palco, Originais do Samba. E ali também, o povo, embora o FRIOLINHO vigorasse.

O show foi bão. 

Depois caímos lá pra saidera, na quermesse.

Festa do Padroeiro. Forrózin lascado e o povão, risos e abraços, salves e votos.


Tudo certo.

188 anos de Rio Claro, noite perfeita com minha esposa e meu primo beldão.

segunda-feira, junho 22, 2015


OPS, PATRULHA


E na rasteira Seu Fim Deazeda espera. 


Peilo embosca na escuridão dos lares, tungando o sinistro lar Paladares - enroscando Peilo trinco, é o pulôver que emperra.







ORELHICA SIC TORRES, O BILU



Fingindo a solução, o Bilu imundo. Sujando o espaço, embostadão a fera, que na lapiseira um cutonete impera: 



Vai Bilu moreno maioneseando o fundo. 

sexta-feira, junho 19, 2015

internet positivista


Quando o blog completar dez anos vão convidar uma galera pra festejar aqui no net folia.

O provedor que já teve João Kleber como principal filósofo, um dos propagadores de slogans mais fantásticos do país, diz que a internet é um local adequado.

Em nota ofical o provedor e rede social declarou:

A internet é a retomada da vida caseira. A internet é a retomada da vida basicamente doméstica inserida naquele cotidiano família. Talvez não chegue mais perto daquela família tradicional, mas tão caseira e inofensiva quanto.

Mesmo que você more no campo, você mora também nos nossos provedores. Você está a salvo. Nós criamos todos brinquedos a partir de agora, com segurança radical! 

A verdade nossa é mais incrível que a dos outros.


O blog está hospedado no provedor e tenho que arcar com oitocentos reais mensais.

As despesas são cunhadas sob moedas fictícias.
E na festa vai ter folia net.

domingo, junho 14, 2015

A HORA DO FARO


ela chorou de soluçar! vixi! no bairro todo era ali,  a tevê explodindo no volume mil - mas porra ela tava vendo o que? 

ah, ela estava vendo A HORA DO FARO.

ela era o sensacionalismo, ela era o dia de princesa. ela era audiência, ela era o sonho de consumo numa pirueta posando de realidade. era ela um cotonete entupido em vasta alienação, ela era o manjada desperdício e um lencinho invisível, porque chorou muito, muito mesmo e o sofá Soneca também. 

ela era Eliana, a telespectadora racista enrustida, ela não tinha interrogações, só tinha olhos para o Faro, a fera, o fófis.

sexta-feira, junho 12, 2015

ALÔ ALÔ PAÍS PERFEITO


há um país perfeito parecido com os raros amigos, bem louco.


país dos peidos, tão hilariantes, país ignorância viciante - impuro país onde o pobre é rico e o rico é um filho da puta. a confusão está coberta em cores encachaçadas, intermináveis Naldinho BATATINHOS. 

as passagens são de graça, gratuito trem sombras em movimento, árvores tangolanteras pelo poquito, eu venci o sono ali no país que é tão perfeito não é bão dormir não, tem os amigos piadas irônicas tem conversa-cachaça y hardcorepunk locomotion diversión. é, porque nunca existiu país nem porra nenhuma, nunca.



domingo, junho 07, 2015

FLA X FLU



O som de uma televisão bacana chegou-lhe aos ouvidos. ÉÉÉÉÉÉ!!


E a cera lá dentro, bem lá dentrinho, a cera virou frustração, começou a mexer com os brios o brioco era do William, e ele precisava parecer normal na casa da namorada Taça. Mas ficou malzão.


Viu no repeteco radiante o Fred fazer Flu um a zero no Fla, e sua orelha começou a cuspir cabelo comprido cabrerage cinza, e a televisão, a televisão queria desabafar William não gostou e Sam o cachorro rosnou.

As nuvens não eram nuvens. Eram bolinhas de bombril, algodão, que quando retornei o zóio ao céu ela mesmo sumiu. Até que começou a cair uma energia de broderage pelas veias. Sabe como é, né? Reunidos os velhos amigos a gente é grande pra chucu. Aopa. Mas grande ou menor, Deleuze ou Didi Mocó, tem graça não. Nem tirar sarro de intelectual nem dar surra no fã da Fátima. Que Fátima? A do Capital Inicial. Não, a Bernardes. Cenas da família brasileira. Nem vem: eu queria olhar pro céu, que aquelas nuvens sumindo no sapatinho trariam tranquilidade pelas calçadas da Vila Viagem. E foda-se a morte, tenho medo não, só um pouquinho...

O vento sacudia meu verbo, meio sambarilóvi eu cutucava sozinho mesmo as árvores, alegro-bobóide eu brincando de frase, quando o Bruno Lóque acendeu um cigarro fedido pra cacete, inclusive ali no bairro não haviam postes seminus que tremiam de frio, apenas pedrinhas de calçada. Sim. E olhando,  olhando pra gente com aquelas carinhas de pônei recém abandonado no Beto Carreiro Show, solitárias sabe, pedrinhas pedindo manguaça. Os restos de pinga que os pudim de cana desciam em suas perambulações do árco pelo bairro é que as serviam, sustentavam as coitadinhas. E que quando beldas caçoavam calçadas que xique-xique, troçavam do meio-fio, sujeito sóbrio e sérinho. 

Não olhei pra relógio: relógio e pulso não rola: mas eu notei: não eu não havia pensando em suicídio desde 1789. Nunca parei pra pensar em desistir de curtir. E olha só, que beleza: chegamos na praça. Aí sim. Let’s brenfs. Vamos pra praça fumar uma marola, na maciota...


Não detectamos pingos de groselha, nem de chuva. O sol banhava agora a rapaziada: radiante o tempo, radiante a vida, sonhão da pesada com aqueles vigaristas rápidos pra puxar a prosa - a gargalha e o golaço da euforia. E os mestres do lero sabiam e sabiam era silenciar na medida, dosando ironia mais água de sarjeta na alma. E peripatéticos patetas éramos felizes: topávamos com árvores conhecidas na pracinhas, que carregavam folhas que escorriam sem ninguém ouvir seu xixi sem crise. Só os burros não perceberam quando um trouxa tentou nos assaltar: ligeiro Lóque lançou a voadora, Bruce Lee orgulhoso dele, o nóia fugiu e deixou o canhão cair e desfez o banza, mó mancada, pobre libélula mamãe.

sexta-feira, junho 05, 2015

SEM MOTIVO

O Fófis ficou vidradão no Descendents.

Aumentava o estéreo em pura adolescência, eterna, como cinco da tarde imobilizadaça na gravata, sortudo, golpe sortudo da euforia.

E então caixas da sala voavam Milo, em câmera lenta o fantasma da folia reinava nos joelhos e impulso, as fechaduras dançavam sorrisinhos enquanto as paredes são beatles acordes PRA BAIXO, NA MAIOR VELÔ, A PALHETADA elevadorizou abaixo a sala!


Tudo de melodia transbordando energia adolescente, total-inspirada e letras 'pessoais' num hamburguer hardcore, aliado ao Bill batera demolidor reluzente corazón, a própria obstinação na terra...

Fí, o Fófis foi é dar mosh no sofá. Todo cagado ele prosseguiria dando mosh até zerar a pilha, percevejo.

Acordou na nóia de ouvir os caras e engole a remela: pra pular da cama ele vive. 

Aumentava novamente o som no estéreo, todos os discos brilhando pelo teto.

Fófis então voltava pra cama, o retorno é pulando, pulava na cama blóin blóin, regaçando o calção de tanto peidar, colchão sofra com ele de pé, pulando e o colchão sofrendo mais. Às vezes joga-se de ladinho, o Fófis, é tipo Super Catch.

O Fófis era amigão dos Descendents.

Seu apelido era Fófis porque ele era um sujeito muito querido na quebrada de Picles do Barça.

Mas quando mudou pra Limeira a parada degringolou.

Logo na rodô passaram-lhe o rodo.

Perdeu celular, o nome, os braços da alma - só não chorou porque não guardou lágrimas para o evento.

























De meias lupo, brancas, conseguiu se hospedar no hotel do Heitor.

Mas durante a noite foi estuprado e morto na machadada.

presépio da pm


minhas mãos surdinhas, Merúvio. silêncio, sussu, surdez - solidão sonora em Sorocaba.


mas do mundo persiste a palma-laguinho, movediço laguinho, onde a própria palma, onde o próprio lixo eleitoral é livre. as palmas batem palminha tão cívicas, plenário, pombinha pula na pele, o pulíça Peruca punheta.




segunda-feira, junho 01, 2015

PHIL COLLINS NA VECCHIA PIZZA (RIO CLARO)

Quando confesso que vi Phil Collins na pizzaria sou alvo de chacota.

É sério: Phil Collins comia marguerita na Vecchia.



Phil pediu até uma Coca família e tal pedido não pode ser concluído.

Algumas pessoas subiram no colo do Phil.

Era hora do selfie, senhoras e senhores.

No fim o Phil engoliu mal a massa fermentada, o Phil.

Muito assédio, dois advogados perfumados lauren pediram autógrafo, ali, no guardanapo mesmo, loucura para Lauro o garçom, que labuta há dez anos no local.

O Phil inclusive soltou um pum no meio do nervosismo.

É que seu guarda-costas era também manobrista e estava era tirando uma onda com as gatinhas brasileiras - ali, na Avenida 29.

E não socorrendo o Phil, deixou-o transpirar litros e litros de tensas canções pop, enquanto que sua carequinha úmida pariu a sequência de One More Night.

E foi aí que no fim cerraram as portas.

Ninguém mais podia entrar, nem maçom com batom na cueca. "Fica, Phil - experimenta a cachaça do Odair Tilápias". Mas não. Não, o Phil não quis. Dizem que gostou mesmo de olhar para o buço da Otávia, a moça quarentona do caixa. Mas ela mostrou carinha de nojo. Gringo azedo, pensou, mascando pléts.


E o Phil partiu. Partiu de barraca armada pra Piracicaba.






PRAÇA DA UNESP

Domingão, praça da Unesp.

Banco da praça. Bela vista, boa vida.

O casal se aproxima. 

Gentilmente abre uma pergunta. Ele pede uma bola. Então o rapaz fuma com voracidade. Suga o aparato. Já a moça maneja mais na maciota. Pronto: logo eles devolvem o brinquedo. Despedem-se.

E a praça continua ali, vívida: pelas árvores cabeludonas, a Praça da Unesp vive ali suas oito horas e minutos beldos de uma chuvosa noite, chuvinha aguda, chuvinha minigraúda - navega a velha Rivers.

sábado, maio 30, 2015


O primo vem da cidade grande contar os causos.

Ele vem lá da terra onde um monte de gente mora, onde tudo é concorrido.

Lá tem arranha-céu, gira-gira pelo ar dos polícia.

Tem arte de grafite colorida nos viadutos, debaixo da ponte onde almas invisíveis são tratadas como tolete.

Esse tal de street art chegou atrasado, será? Parece que o pessoal burguês adora tapear o tédio em atividade lúdica 2 banhos antes da janta, tentando ser bonitinha e namoradeira, mas que é menos inspirada que a dança dos dedinhos da Eliana, a nora do Balzac inofensiva, sou mais mandiopã.

O primo diz que lá tem peça de teatro.

Aqui no interior tem teatro também mas não tem peças chique com ator famoso.

De vez em quando tem aqueles comediante que aparece na Bandeirantes.

Eu não sei não, mas o que a cidade grande tem de poluição e lixo no ar aqui tem de mania de se diminuir.

Se alguém chega falando que é de São Paulo a pessoa fica de quatro e começa a latir. Tadinho dos cachorrinhos.

Tim Maia odiava arte preguiçosa.

Paulistano não suporta quando a Dutra tá impossível, meo.

Voltaire renova com o Palmeiras.

Atinjas as pessoas, Xerxes.

Se por pra fazer ruim, faça só o cocô diário: basta.

Medíocre é estranhar violência em lugares chiques.

Queria ver uns arranha-céu em Rio Claro, mas melhor não né, que o Horto foi vendido pro Beto Carreiro Show. Vamos ter boi sendo esquartejado e servido nas escolas públicas, lanche de sexta-feira.


NOITADA LÓQUE

Agora o Bruno Lóque não acorda.

Jogadão no colchão, o malandro morreu.

Que noitada!

Ressaca mega drive com Originais do Samba.

Noite passada narrou céus de carne e afeto.

Muitos galanteios, muita galhardia.

Bebeu do scotch ao sereno veneno de rato dos novos punks ali no coração do Posto Confiante, na Avenida Sete.

Convenceu donzelas de que o tempo escorre como Peter Tosh brincando de ska, surfando lentamente num marzão de tato e malícia.

E língua e beijo estenderiam sua poesia. 

Era o Bruno no recado, mão na feminina nuca, olharzinho de viés  cínico-apaixonado. A morena apertava um abraço gostoso, cangotes em lírico almoço, de talheres olfativos.

Ê Lóque...

Anunciado, alcançou o acesso aos alambrados da alegria.

E o Bruno faturou até uma briga, inclusive.

Veio a turma do deixa disso.

Deram a letra que o negrão derrapara, houve então ali uma disputa, parece que a donzela era bem casada com um dono de caminhonete equipada.

Separa daqui, separa de lá, o Lóque continuou sorvendo sua caipirinha (cortesia do garçom Isaías do Chope e Cia). E enfim: o malandro do Lóque nem precisou apresentar o canhão.

Sorte do boy: a donzela não tinha namorado nem namorada não, muito menos casório contraído.

O boy racista, no entanto, levou uma bifa no meião da fuça.

Caiu de bumbum abaixo, ardido o tombo, costas sujas e seu olho encheu-se de sangue, caídão como boy no púfi do adeus e ali desfragmentado na Rua 2 estava mesmo era difícil de brincar o zape zape agora.

quinta-feira, maio 28, 2015

SNIFF SICHO

O Salsicho se enfezou com o Tárçio. Rabiscou o caderninho dele, pra ele deixar de ser retardado. Só que o Tárçio contragolpeou sujo, deu aspirina tcheca pro tartarugo do Sicho, que ficou schizo setembro limbo e boatos sobre o suposto suicídio do Salsicho, só um supositório.

BRUNO LÓQUE NÃO MORREU







Disseram por aí que o Lóque se aposentou.

É mentira.

O malandro do Bruno Lóque ainda é e sempre será o personagem vivo nas aventuras da velha Rivers.

Lóque é o sujeito folgado canastrão: vive de favor, é abusado e sempre descola uma sinfonia sossegada pra se dar bem.

Vira e mexe abraça uma morena no Chope & Cia, fila um rodízio na faixa em alguma churrascaria grã fina, saboreia um subway, e ainda por cima volta maroto pro seu mocó, sempre sem dar muita bandeira. O Lóque é lépido mas é tranquilo, é ligeiro e confia no seu taco, os trouxas tropeçam de inveja.

Negrão que mescla Hendrix com Marley, Bezerra com Miles, santo sangre y maldito na velha terrinha. Linha de frente, o larápio pós-serenata chega junto. Fala no ouvido delas, fala doce, fala manso. Não é um mero conquistador. É traquejado. É romântico. Ensinaria o Álvares de Azevedo a trocar aquele platonismo brocha por uma coisa mais brejeira, as loucas bonitezas do asfalto brilhariam na lírica do tuberculoso.

Aopa, e assim ele gira a alegria: ele tomba sua gelada todo relax, levanta um tostão com os trambiques transformers dos dias: biscatezinho, aquele bico aqui de pedreiro metafísico das cinquentonas, aqui e ali ele dança o verbo em relações públicas de pessoas aleatórias, e ainda passa um fuminho pra playboyzada. Porque o Lóque é estilo, o resto é vida programada, é seguir o cortejo dos vencedores de merda. Bruno Lóque é antes da vanguarda, é o vadio sonhador, que venceu Deus antes do verbo parir suas meias verdades.



pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...