quarta-feira, março 04, 2015

DENGUE DISTÚRBIO E DERRAME NO CORAÇÃO DA CIDADE


detonado pela dengue, dodói-doente, caidão cá estou.

montanha russa da bad trip hard e leve, lá vou eu.


aqui o tempo congestionado. 

tô cheião de minibolotas avermelhadas pelo corpo quebradão. andar? os passos perigam num propósito mais pra ponto-morto, a cabeça doída, com os sazonais ataques de febre funcionando. suadeira aqui e ali e uma espécie de tensão fora de hora, fora de propósito, normal.


Rio Claro é o rebanho da dengue.

Precisamos detê-la, diz o Doutor Egito.


Gurgelino caiu. 


Caiu e subtraiu dias utéis. 


Decidiu: é de dipirona que vou, dê me dipirona. Decisão é decisão ele diz, marcado pelo desalento. Embora ainda que resoluto nesse requisito de remerdiar-se, o Gurgelino. 


Resumidamente, porém, o diabólico diagnóstico : a dengue ainda não o abandona, que a dengue é um bichinho que rói rói. A dengue reina no recanto gurgeliano, é sério mas sabe, é triste, tadinho do velho Gurja - a dengue não tem cura.


E outra: debilitada, a Dulce inhame-inhame. Prepara a poção. Será que vai? É beber e botar fé. E ela vai,  toma tomba como Bukowski Pagodinho o trem. Depressa a cura não aparece. "É perigoso tomar muito inhame".  Que desencanto, Dulce. Não poderá dar aulas de Matemática. Vão desaprender algo, os alunos? A Dulce inhame-inhame, dedicada doutrinária do inha-inhame, que deplorável o estado dela - não dá mais, demasiada bad trip encarrada no dormitório, recolhida recurvada e de semblante degradante aos olhos de Lúcifer, Dulce diminuída se esvai.





Nenhum comentário:

Postar um comentário

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...