domingo, maio 10, 2015

4 WAY SPLIT: NIHIL GUN/ARTIGO DZ9?/GROTESQUE/SMONERS



Por uma causa real. 

Quatro bandas, quatro forças em um registro histórico.

Trata-se do “4 WAY SPLIT: NIHIL GUN/ARTIGO DZ9?/GROTESQUE/SMONERS".

Se você não ouviu, ouça. Você precisa ter essa maravilha na sua coleção.

Trata-se de um CD BENEFICENTE. 

Iniciativa solidária cooperativa entre bandas e selos, como a contra capa adverte.

Aqui o underground vive, segue adiante, o underground é gigante.

Veteranos, climão de irmandade total.

São quatro bandas que deixam o interiorzão   com gostão de liberdade, de alma libertária, sempre.

Comecemos pelo Nihil Gun.

A postura da banda é diferenciada. Veterano no underground, o batera Joey ataca a batera e grita, os caras fuzilam e você cantará aqui clássicos registrados ao vivo, como “Fuck Clerks”, “Revolta dos Coxinhas” e “UFC HC” e “Palestina Livre”. 

Um socão no marasmo, uma banda incendiária, marginal, de verbo voador, resistência e humildade na terra.

Depois vem o Grotesque e seu punk podrão imortal. Você vai se amarrar.

Quatro chefias conscientes e disparando clássicos aqui em versões ao vivo.  “Cabeça de pano”, “Liberte-se” e “Metaleiro”, só pra citar alguns. 

Viciante.

É um punk rock real, punk da periferia, como diz o Régis. É do caralho. Marlão espanca a batera, Sandro destrói na guitarra e o carismático Régis detona no baixão. Tubarão tem um dos vocais mais fudidos da história do punk rock, muito antes da Revolução Francesa dar as caras. 

Registro histórico.

Na sequência, o Smoners.

Das bandas mais antigas da cena, na ativa, resistência nas veias. 

Inclusive em recente pesquisa o chefia Edinho Muller foi considerado um dos sujeitos mais gente fina de todas as galáxias.

E sempre quebrando tudo, punk rock pilhadão, sensorial-consciente, a munição insurge preocupada com o mundo, das árvores ao cárater “presepário” de pessoas especialistas em hipocrisia. 

O trio destrói, alternando vocais masculinos e femininos,aqui o punk rock é frenético e o repeat torna-se necessário, confira e pogue, pogue e depois pogue novamente, é o pogo. Vida longa ao Smoners.

Pra fechar o histórico split temos o destruidor Artigo DZ9.

De Agudos, demolidor.

Letras libertárias, sonoridade altamente viciante, inconformismo reluzente na madrugada dos dias, um timbre geral que deixa você desperto, vivo, sinfonia da empolgação tupá tupá, destaque para o destaque – o Artigo DZ9 é uma banda fudida demais!

Então fica o recado: se você não tem esse cd você vai perder uma parte importante da sua existência.

Ouça, compartilhe, compartilhe com os amigos, participe, quebre as pérfidas dominações do senso comum, devaste tudo aquilo que nos oprime, aliena e diminui. O poder é nosso. Unidos somos unidos cada vez mais unidos. O underground é você.






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