sábado, maio 30, 2015

NOITADA LÓQUE

Agora o Bruno Lóque não acorda.

Jogadão no colchão, o malandro morreu.

Que noitada!

Ressaca mega drive com Originais do Samba.

Noite passada narrou céus de carne e afeto.

Muitos galanteios, muita galhardia.

Bebeu do scotch ao sereno veneno de rato dos novos punks ali no coração do Posto Confiante, na Avenida Sete.

Convenceu donzelas de que o tempo escorre como Peter Tosh brincando de ska, surfando lentamente num marzão de tato e malícia.

E língua e beijo estenderiam sua poesia. 

Era o Bruno no recado, mão na feminina nuca, olharzinho de viés  cínico-apaixonado. A morena apertava um abraço gostoso, cangotes em lírico almoço, de talheres olfativos.

Ê Lóque...

Anunciado, alcançou o acesso aos alambrados da alegria.

E o Bruno faturou até uma briga, inclusive.

Veio a turma do deixa disso.

Deram a letra que o negrão derrapara, houve então ali uma disputa, parece que a donzela era bem casada com um dono de caminhonete equipada.

Separa daqui, separa de lá, o Lóque continuou sorvendo sua caipirinha (cortesia do garçom Isaías do Chope e Cia). E enfim: o malandro do Lóque nem precisou apresentar o canhão.

Sorte do boy: a donzela não tinha namorado nem namorada não, muito menos casório contraído.

O boy racista, no entanto, levou uma bifa no meião da fuça.

Caiu de bumbum abaixo, ardido o tombo, costas sujas e seu olho encheu-se de sangue, caídão como boy no púfi do adeus e ali desfragmentado na Rua 2 estava mesmo era difícil de brincar o zape zape agora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ROCK NA ROÇA

O que me empolga numa cidade ananias são as pessoas. A trutagem é o céu da roça, que resiste ao peso dos dias. Caminhar, caminhar n...