terça-feira, junho 30, 2015

O CASÃO E O BRENFA



O Casão não pirava em pessoas postiças.

Dizia adeus à palavra cena muito dantes dela derrapar, o Casão.

O Casão chamava o brenfa na praça. Casão em jeans camisa preta fudida e o brenfa, é - e ele  sorria no modo easy, todo lentonia, mão no borso puro fumacê microondas vetores foliando do cabelão cheio de ideias interessantes.

O Casão chamava o brenfa nas ruas de Rivers.

Brincava cinema iraniano na muda contemplação proto tontóide sentadão na esquina, aleatória esquina do mundo randômico, meia luz. A brisa era mais seresta assim, rústico sambinha aquece fim de ano.

segunda-feira, junho 29, 2015

PASTEL É VIDA, TITIO


Um dos acontecimentos mais marcantes da semana: comparecer ao último golpe da folia - última noite da quermesse gonzagão festa do padroeiro e plá:

Plonto.

Plonto pla curtir.

E curtir.

 E curtir pastel por apenas dois reais.

Dois mangos o pastelão, servido.

Na minha maquininha da recordação tá lá: devorei três.


Foi bão, bãozão, fí.

Pastel de pizza, ou de queijo é dez: é aconchego.

PANDEIRO BLUES




"O Bruno Lóque é o mundiça".

Troca fones com as mulheres, faz jogo de cena de rabo de zóio - pra desobstruir a panaquice do mundo adulto numa galhardia profissa.

Ele usa espingarda verbal pra alertar malacos que vivem de pisadas.

O Lóque nunca nunca nasceu trouxa nas rápidas roubadas do quebra-quebra.

Lóque é liso, nunca foi tungado. É.  E muito menos deu zoreia pra Fátima Bernardes ou se ligou em panfleto de otário cagando verdadezinha.

Nessas horas o malandro deve estar numa boa.

Sem grilo, sem gripe.

Lóquezera deve estar pagando o maior lazer na longa noite da roça, na super, super maciota - ou ainda melhor, moço do bem mal, esticadão está curtindo uma brizola, dormindo cheião de erva na cachola.

Que o Lóque apavora, é sério, Sérgio.

Anota aí: Bruno Lóque é ferro, Ponte dois Guarani zero.

sexta-feira, junho 26, 2015

NIVERSÁRIO DE RIVERS


Êêê Rio Craro.

Terrinha danada, gente da gente, blues maluco do céu azul mandraque.

Era seu aniversário, Rio Claro.

E na Rua 4 lá estávamos. No palco, Originais do Samba. E ali também, o povo, embora o FRIOLINHO vigorasse.

O show foi bão. 

Depois caímos lá pra saidera, na quermesse.

Festa do Padroeiro. Forrózin lascado e o povão, risos e abraços, salves e votos.


Tudo certo.

188 anos de Rio Claro, noite perfeita com minha esposa e meu primo beldão.

segunda-feira, junho 22, 2015


OPS, PATRULHA


E na rasteira Seu Fim Deazeda espera. 


Peilo embosca na escuridão dos lares, tungando o sinistro lar Paladares - enroscando Peilo trinco, é o pulôver que emperra.







ORELHICA SIC TORRES, O BILU



Fingindo a solução, o Bilu imundo. Sujando o espaço, embostadão a fera, que na lapiseira um cutonete impera: 



Vai Bilu moreno maioneseando o fundo. 

sexta-feira, junho 19, 2015

internet positivista


Quando o blog completar dez anos vão convidar uma galera pra festejar aqui no net folia.

O provedor que já teve João Kleber como principal filósofo, um dos propagadores de slogans mais fantásticos do país, diz que a internet é um local adequado.

Em nota ofical o provedor e rede social declarou:

A internet é a retomada da vida caseira. A internet é a retomada da vida basicamente doméstica inserida naquele cotidiano família. Talvez não chegue mais perto daquela família tradicional, mas tão caseira e inofensiva quanto.

Mesmo que você more no campo, você mora também nos nossos provedores. Você está a salvo. Nós criamos todos brinquedos a partir de agora, com segurança radical! 

A verdade nossa é mais incrível que a dos outros.


O blog está hospedado no provedor e tenho que arcar com oitocentos reais mensais.

As despesas são cunhadas sob moedas fictícias.
E na festa vai ter folia net.

domingo, junho 14, 2015

A HORA DO FARO


ela chorou de soluçar! vixi! no bairro todo era ali,  a tevê explodindo no volume mil - mas porra ela tava vendo o que? 

ah, ela estava vendo A HORA DO FARO.

ela era o sensacionalismo, ela era o dia de princesa. ela era audiência, ela era o sonho de consumo numa pirueta posando de realidade. era ela um cotonete entupido em vasta alienação, ela era o manjada desperdício e um lencinho invisível, porque chorou muito, muito mesmo e o sofá Soneca também. 

ela era Eliana, a telespectadora racista enrustida, ela não tinha interrogações, só tinha olhos para o Faro, a fera, o fófis.

sexta-feira, junho 12, 2015

ALÔ ALÔ PAÍS PERFEITO


há um país perfeito parecido com os raros amigos, bem louco.


país dos peidos, tão hilariantes, país ignorância viciante - impuro país onde o pobre é rico e o rico é um filho da puta. a confusão está coberta em cores encachaçadas, intermináveis Naldinho BATATINHOS. 

as passagens são de graça, gratuito trem sombras em movimento, árvores tangolanteras pelo poquito, eu venci o sono ali no país que é tão perfeito não é bão dormir não, tem os amigos piadas irônicas tem conversa-cachaça y hardcorepunk locomotion diversión. é, porque nunca existiu país nem porra nenhuma, nunca.



domingo, junho 07, 2015

FLA X FLU



O som de uma televisão bacana chegou-lhe aos ouvidos. ÉÉÉÉÉÉ!!


E a cera lá dentro, bem lá dentrinho, a cera virou frustração, começou a mexer com os brios o brioco era do William, e ele precisava parecer normal na casa da namorada Taça. Mas ficou malzão.


Viu no repeteco radiante o Fred fazer Flu um a zero no Fla, e sua orelha começou a cuspir cabelo comprido cabrerage cinza, e a televisão, a televisão queria desabafar William não gostou e Sam o cachorro rosnou.

As nuvens não eram nuvens. Eram bolinhas de bombril, algodão, que quando retornei o zóio ao céu ela mesmo sumiu. Até que começou a cair uma energia de broderage pelas veias. Sabe como é, né? Reunidos os velhos amigos a gente é grande pra chucu. Aopa. Mas grande ou menor, Deleuze ou Didi Mocó, tem graça não. Nem tirar sarro de intelectual nem dar surra no fã da Fátima. Que Fátima? A do Capital Inicial. Não, a Bernardes. Cenas da família brasileira. Nem vem: eu queria olhar pro céu, que aquelas nuvens sumindo no sapatinho trariam tranquilidade pelas calçadas da Vila Viagem. E foda-se a morte, tenho medo não, só um pouquinho...

O vento sacudia meu verbo, meio sambarilóvi eu cutucava sozinho mesmo as árvores, alegro-bobóide eu brincando de frase, quando o Bruno Lóque acendeu um cigarro fedido pra cacete, inclusive ali no bairro não haviam postes seminus que tremiam de frio, apenas pedrinhas de calçada. Sim. E olhando,  olhando pra gente com aquelas carinhas de pônei recém abandonado no Beto Carreiro Show, solitárias sabe, pedrinhas pedindo manguaça. Os restos de pinga que os pudim de cana desciam em suas perambulações do árco pelo bairro é que as serviam, sustentavam as coitadinhas. E que quando beldas caçoavam calçadas que xique-xique, troçavam do meio-fio, sujeito sóbrio e sérinho. 

Não olhei pra relógio: relógio e pulso não rola: mas eu notei: não eu não havia pensando em suicídio desde 1789. Nunca parei pra pensar em desistir de curtir. E olha só, que beleza: chegamos na praça. Aí sim. Let’s brenfs. Vamos pra praça fumar uma marola, na maciota...


Não detectamos pingos de groselha, nem de chuva. O sol banhava agora a rapaziada: radiante o tempo, radiante a vida, sonhão da pesada com aqueles vigaristas rápidos pra puxar a prosa - a gargalha e o golaço da euforia. E os mestres do lero sabiam e sabiam era silenciar na medida, dosando ironia mais água de sarjeta na alma. E peripatéticos patetas éramos felizes: topávamos com árvores conhecidas na pracinhas, que carregavam folhas que escorriam sem ninguém ouvir seu xixi sem crise. Só os burros não perceberam quando um trouxa tentou nos assaltar: ligeiro Lóque lançou a voadora, Bruce Lee orgulhoso dele, o nóia fugiu e deixou o canhão cair e desfez o banza, mó mancada, pobre libélula mamãe.

sexta-feira, junho 05, 2015

SEM MOTIVO

O Fófis ficou vidradão no Descendents.

Aumentava o estéreo em pura adolescência, eterna, como cinco da tarde imobilizadaça na gravata, sortudo, golpe sortudo da euforia.

E então caixas da sala voavam Milo, em câmera lenta o fantasma da folia reinava nos joelhos e impulso, as fechaduras dançavam sorrisinhos enquanto as paredes são beatles acordes PRA BAIXO, NA MAIOR VELÔ, A PALHETADA elevadorizou abaixo a sala!


Tudo de melodia transbordando energia adolescente, total-inspirada e letras 'pessoais' num hamburguer hardcore, aliado ao Bill batera demolidor reluzente corazón, a própria obstinação na terra...

Fí, o Fófis foi é dar mosh no sofá. Todo cagado ele prosseguiria dando mosh até zerar a pilha, percevejo.

Acordou na nóia de ouvir os caras e engole a remela: pra pular da cama ele vive. 

Aumentava novamente o som no estéreo, todos os discos brilhando pelo teto.

Fófis então voltava pra cama, o retorno é pulando, pulava na cama blóin blóin, regaçando o calção de tanto peidar, colchão sofra com ele de pé, pulando e o colchão sofrendo mais. Às vezes joga-se de ladinho, o Fófis, é tipo Super Catch.

O Fófis era amigão dos Descendents.

Seu apelido era Fófis porque ele era um sujeito muito querido na quebrada de Picles do Barça.

Mas quando mudou pra Limeira a parada degringolou.

Logo na rodô passaram-lhe o rodo.

Perdeu celular, o nome, os braços da alma - só não chorou porque não guardou lágrimas para o evento.

























De meias lupo, brancas, conseguiu se hospedar no hotel do Heitor.

Mas durante a noite foi estuprado e morto na machadada.

presépio da pm


minhas mãos surdinhas, Merúvio. silêncio, sussu, surdez - solidão sonora em Sorocaba.


mas do mundo persiste a palma-laguinho, movediço laguinho, onde a própria palma, onde o próprio lixo eleitoral é livre. as palmas batem palminha tão cívicas, plenário, pombinha pula na pele, o pulíça Peruca punheta.




segunda-feira, junho 01, 2015

PHIL COLLINS NA VECCHIA PIZZA (RIO CLARO)

Quando confesso que vi Phil Collins na pizzaria sou alvo de chacota.

É sério: Phil Collins comia marguerita na Vecchia.



Phil pediu até uma Coca família e tal pedido não pode ser concluído.

Algumas pessoas subiram no colo do Phil.

Era hora do selfie, senhoras e senhores.

No fim o Phil engoliu mal a massa fermentada, o Phil.

Muito assédio, dois advogados perfumados lauren pediram autógrafo, ali, no guardanapo mesmo, loucura para Lauro o garçom, que labuta há dez anos no local.

O Phil inclusive soltou um pum no meio do nervosismo.

É que seu guarda-costas era também manobrista e estava era tirando uma onda com as gatinhas brasileiras - ali, na Avenida 29.

E não socorrendo o Phil, deixou-o transpirar litros e litros de tensas canções pop, enquanto que sua carequinha úmida pariu a sequência de One More Night.

E foi aí que no fim cerraram as portas.

Ninguém mais podia entrar, nem maçom com batom na cueca. "Fica, Phil - experimenta a cachaça do Odair Tilápias". Mas não. Não, o Phil não quis. Dizem que gostou mesmo de olhar para o buço da Otávia, a moça quarentona do caixa. Mas ela mostrou carinha de nojo. Gringo azedo, pensou, mascando pléts.


E o Phil partiu. Partiu de barraca armada pra Piracicaba.






PRAÇA DA UNESP

Domingão, praça da Unesp.

Banco da praça. Bela vista, boa vida.

O casal se aproxima. 

Gentilmente abre uma pergunta. Ele pede uma bola. Então o rapaz fuma com voracidade. Suga o aparato. Já a moça maneja mais na maciota. Pronto: logo eles devolvem o brinquedo. Despedem-se.

E a praça continua ali, vívida: pelas árvores cabeludonas, a Praça da Unesp vive ali suas oito horas e minutos beldos de uma chuvosa noite, chuvinha aguda, chuvinha minigraúda - navega a velha Rivers.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...