segunda-feira, junho 29, 2015

PANDEIRO BLUES




"O Bruno Lóque é o mundiça".

Troca fones com as mulheres, faz jogo de cena de rabo de zóio - pra desobstruir a panaquice do mundo adulto numa galhardia profissa.

Ele usa espingarda verbal pra alertar malacos que vivem de pisadas.

O Lóque nunca nunca nasceu trouxa nas rápidas roubadas do quebra-quebra.

Lóque é liso, nunca foi tungado. É.  E muito menos deu zoreia pra Fátima Bernardes ou se ligou em panfleto de otário cagando verdadezinha.

Nessas horas o malandro deve estar numa boa.

Sem grilo, sem gripe.

Lóquezera deve estar pagando o maior lazer na longa noite da roça, na super, super maciota - ou ainda melhor, moço do bem mal, esticadão está curtindo uma brizola, dormindo cheião de erva na cachola.

Que o Lóque apavora, é sério, Sérgio.

Anota aí: Bruno Lóque é ferro, Ponte dois Guarani zero.

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