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SEM MOTIVO

O Fófis ficou vidradão no Descendents.

Aumentava o estéreo em pura adolescência, eterna, como cinco da tarde imobilizadaça na gravata, sortudo, golpe sortudo da euforia.

E então caixas da sala voavam Milo, em câmera lenta o fantasma da folia reinava nos joelhos e impulso, as fechaduras dançavam sorrisinhos enquanto as paredes são beatles acordes PRA BAIXO, NA MAIOR VELÔ, A PALHETADA elevadorizou abaixo a sala!


Tudo de melodia transbordando energia adolescente, total-inspirada e letras 'pessoais' num hamburguer hardcore, aliado ao Bill batera demolidor reluzente corazón, a própria obstinação na terra...

Fí, o Fófis foi é dar mosh no sofá. Todo cagado ele prosseguiria dando mosh até zerar a pilha, percevejo.

Acordou na nóia de ouvir os caras e engole a remela: pra pular da cama ele vive. 

Aumentava novamente o som no estéreo, todos os discos brilhando pelo teto.

Fófis então voltava pra cama, o retorno é pulando, pulava na cama blóin blóin, regaçando o calção de tanto peidar, colchão sofra com ele de pé, pulando e o colchão sofrendo mais. Às vezes joga-se de ladinho, o Fófis, é tipo Super Catch.

O Fófis era amigão dos Descendents.

Seu apelido era Fófis porque ele era um sujeito muito querido na quebrada de Picles do Barça.

Mas quando mudou pra Limeira a parada degringolou.

Logo na rodô passaram-lhe o rodo.

Perdeu celular, o nome, os braços da alma - só não chorou porque não guardou lágrimas para o evento.

























De meias lupo, brancas, conseguiu se hospedar no hotel do Heitor.

Mas durante a noite foi estuprado e morto na machadada.

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