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FROLINI IS DEAD


Ando aborrecido.

O Frolini, tão valoroso supermercado da imortal Rua 8, cerrou as portas.

É, o Frofrô foi pro brejo.

Beijou a morte, estará ausente naquela bela manhã de terça, para que Lurdinha alcançasse seus iogurtes de pêra.

A fila do pão? Virou um grande nada. Filão fantasma.

O pão de queijo quedou-se. Bolinho de arroz idem.

A pizza e os pedidos, tão concorridos. Os refrescos. Tudo virou fumaça, e não é de crack.

Os corredores vão sendo apagados aos poucos, assim como as compras, caixa rápido...
Empacotadores parceiros em suas ágeis magrelas, devidamente uniformizados - agora desempregados, jogando PS e vivendo de favor na casa do Glauco.

Até modestos cadernos no Frolini eu comprei, para o meu deleite.

Biscoitos, desodorantes, perdidos agora na memória. Café, legumes, todos tristes em algum limbo dos produtos preteridos.

E detalhe: Frolini não se despediu adequadamente.

Primeiro sumiram os funcionários. Depois as prateleiras praticaram redução do estômago.

Enfim, é o fim: Frolini is dead

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