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fuma camelinho, fuma camelinho e toma um monte de cerva.

bebe heineken, bebe heineken, sempre abraça a verde garrafa, as tampinhas vão dançando, bebe, vira o copo, a goela é heineken, enquanto o camelinho trabalha nicotina trabalha os ossos do morto, os ossos daquele grande cheiro de morte cheio de violência verbal, tijolada na sua cabeça, fuma camelinho e bebe heineken, está com a melancolia está com melancolia, não será difícil deduzir o falso desinteresse pela gente, pelos pobres corpos que hoje pisam na calçada, amanhã atirados pra baixo da terra, feito garrafas bitucas, feto boiando nas turvas águas da diarréia urbana. cacos, estilhaços, o olhar vidrado, muitos camelinhos fumados, muitos camelinhos celebrados, o verbo turvo é sarcástico e paciente, acredite, não bateu em ninguém nesse mês, tem tempo que não toma suco de ácido sem parar e cai, a autodepreciação precisa de você, bebe heineken depois do serviço e fuma camelinho, sabe do lixo sabe da lama sabe do inferno sabe que deteriorado é o resto de toda essa frase preguiçosa, nojenta, cheia de lugares comuns boçais, carbono da concepção simples, bebe mais heineken bebe mais camelinho e acende uma bomba na cabeça, começa a olhar para os outros, ri de tudo, ri do mundo, cagando em cima dele, cagando pra lua, cagando em cima dela também.

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