quarta-feira, janeiro 25, 2017

Peste Bubônica

Os navios chegavam  do Oriente, em 1346.

As cidades europeias desconheciam higiene, e aí que ratos vândalos, cheios de killer pulgas, começaram a diversão. Até
1352, milhares  de roedores  vieram trazer imundiça ao já podre velho mundo.

Esgotão funfando à céu anerto e open bar de lixo, era essa a hora: a gangue dos roedores tomou fermento e omou conta da bagaça.

Jean Robespierre teve  sorte logo de cara: picado no pescoço durante um cochilo, teve febrão. alta e em rápidas horas caiu duro. Os miseráveis nem eram, enterrados . Eram mozad8s com o papel toalha da época.

Outros  sintomas bacanas  surgiam sussa no corpo da galerinha: bolhas de pus no suvacão, virilha sabor carniça e sangue no orvido como cartão  de visita.

E porra, quem tomo providência?

A Igreja Católica . Proibiu qualquer tentativa de cura. Era pecado.

Vômitos. Epipdemias. Quem descolava remédio virava churrasco, era o bruxo penetra na festa.

O nojo rolou geral, as famílias com o cu na mão renegavam familiares, servos eram  tratados como bosta na França e na Inglaterra, até que os camponeses deeam um basta na tiraçãom na tirania. Assassinando os merdas dos senhores feudais, driblaram a má fase e acendedam aquele merecido baseadão.

segunda-feira, janeiro 09, 2017

Dança da folia

O Sujinhos nasceu em 1978, bar-espaço-sagrado-palco-babilônia-esquina Amsterdã, ponto de encontro pra eliminar neurose e levantar amizade. Rio Claro precisa do Sujos. A Unesp anda casada com ele, vizinha-frequentadora, de cachaça carteirinha, viva a Bela Vista, viva o Sujos, brou, broua, tô beleza.

Os anos andam, os anos aspiram a poeira dos dias, e muitas noites, por anos e anos, são municiadas pelo  Sujos. Buxixo? Som ao vivo? Lero-brodagem-lentos minutos, painel vivo urbana thc paisagem calçada farejando amizade. Sujos. Sujinhos, taí, é o interior surfando na brisa do Horto, florestal friends, bicicleta bagana mata rato ratatá fitinha, farinha farofa seda casco fumacê  litrão com cara conhaque copo plástico americano cana cerva, Sujinhos que reúne as almas: astronautas  narcóticos ou não, ele é o clube na rua, esquinas da nossa doidera sobrevivência, coletiva dança da folia, amém. Amém.

quarta-feira, janeiro 04, 2017

No ônibus da quarta-feira, A.R. observa o cãozinho na sala. Deitado de prancha,as patinhas dianteiras servindo de suporte para o descanso dele, o focinho da fox paulistinha é puro planeta sossego. 

Na ESPN BRASIL, futebol no mundo e a Premier League. Os ingleses tem o melhor campeonato do mundo. O jogo é intenso, inteligente. É cocaína da boa pra quem gosta de rede balançando, comemorações efusivas, chutaços da entrada da área, arrancadas furiosas. Na Espanha o jogo também é interessante, mas talvez o estilo cadenciado não deixe tão vidrado o torcedor e sua cocaína. Aqui no Brasil, as condições climáticas entre chuva e calorzão dão o visu dos dias. O calor é daquele que deixa os braços em patê de suor, os braços num grude, os braços num creme, trinta e tantos graus mas na real são sessente e seis, quase duzentos. Uma lua detestável para os humanos que só reconhecem na água gelada seu justo pedágio.


A.R. ignora o calor até - está com o pulso esquerdo fodido de tanta porrada que desferiu pra aplacar a tensão. Que merda, diz silencioso, tratando o desconforto com aparente severidade.

terça-feira, janeiro 03, 2017

33 47 alongamento 13:50

No momento, ele não está; falou que já volta. Ele está, na verdade. Está alheio. A.R. encara a parede branca e suja do quarto imundo, encara a parede em porções temporais que incluem no pacote duas horas ou talvez quatro segundos, preciso alongar as pernas, tô travadão. Travado e envelhecendo na merda, claro. A.R. não é o tipo de pessoa que acelera a bicicleta do OTIMISMO. Otimismo não rola, e a perna direita tem mais flexibilidade, é fato. Agora está pronto para o exercício: com a lombar apoiada na parede, procura uma posição fixa, ereta. As pernas, bem abertas, tentam proporcionar o famoso horário dez pras duas.


A.R. vez ou outra usa as duas mãos para escrever no computador. Com a direita agiliza o mouse, e com a esquerda viaja com o cursor, em busca de parágrafos tranquilos e relaxantes. Depois que Luciana o expulsou de casa, precisa relaxar a todo custo. Provavelmente de tanto andar relaxado, pelo viver umbiguista é que tomou o pontapé no traseiro.  Mas o cuidado agora é com o alongamento das pernas. Enquanto repuxa e repuxa uma tentativa de distensão, morre de medo com a variação da química cerebral das últimas horas. Evoca algum pensamento que drible a dor. Vixi, arquivo morto. Puxa, repuxa, perna direita, conto com você: amanhã vou acordar com uma dor dos diabos. Acordar com as pernas travadas, que processo lazarento, sanguíneo-doloroso, engolindo catarro e desengolindo - vai cuspir,  cuspindo na palma da mão.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...