quarta-feira, agosto 30, 2017

ANSIOSO

Quando moleque, com a sola do chinelo eu chutava o céu, eu tava curtindo as férias da quarta-série, zero preocupação na cuca.

No fundo de casa tinha um balanço. Tinha tranquilidade naquele oxigênio, naquelas cercanias do sossego. Entã era o balanço. Madeira, o assento. As mãos segurando firme a corrente, pernas pro ar turbinando sonhos de pirralho ansioso. Ansioso. Desde sempre, ansioso.

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