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Eu espero acordes que não desistam de cocainar meu dia, mesmo quando já nasceu morto.



Espero notas que não apliquem a tortura do tédio. Espero antes aquelas com promessas de vibrarem na positividade total, espirradas pelo recinto numa levada sambarilóvi.

Espero notas reais, que esbocem verdadeiros sorrisos alma adentro, alma afora, porque não existem semáforos, fronteiras, linhas divisórias, só o desejo, invencível.

Espero alguma nota corajosa, que se levante diante do óbvio, que me faça ser mais animadão, otimista num mundo de lama e lorota.


Espero acordes que não tenham medo da repetição, que empolguem meu cabelo, minhas orelhas, espero aqueles acordes que te levam aos lampejos pra bradar de peito aberto, “porra, vamos fazer isso agora?”.


Espero aquele refrão incendiário, talvez escondido dentro daqueles livros que pretendo escrever antes do paletó de madeira triunfar.



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