quinta-feira, setembro 07, 2017

ROCK NA ROÇA

O que me empolga numa cidade ananias são as pessoas.

A trutagem é o céu da roça, que resiste ao peso dos dias.

Caminhar, caminhar no ramones-sossego.

Tirar aquele rasante e ficar chegado das praças, saber qual é que é dos butecão from hell, e sempre trombar guias turísticos aqui e ali, sempre informais em sua simplicidade, beldos no entusiasmado de sua rotina.

Afinal, a roça só estrala quando fica toda chapadaça com a gana, o tesão de seus moradores.

Nem requer grandes estreias no Teatro Calcinho Costeleta de Lins, exposições experimentalóides de Chico Jeca, mas o rolê insano e supimpa a mil por hora rolando na poética dos bairros, na luz dos olhos da humildade do calor da convivência, cambaleante driblando qualquer ressaca.

O que me seduz é a farra no mercado, a piada-tirada-sacada rápida de portão, a barra forte toda lentonia, a senhorinha de sombrinha que desenrola o sol, abraça a alegria com as comadres, a energia pulsante nas calçadas velhas de guerra, asfalto guerreiro em seu discreto lirismo, pura maciota sambarilóvi do dia a dia emanando alegria.


Roça viva é bença, roça morta é lorota.



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