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OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM


As pessoas estão sem coragem. 

As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida. 


Já é uma bela bosta o catálogo de estados anímicos, tão genéricos, na roleta duma láife cheia de espetáculo de quinta categoria, consumos infantilóides de recheio vaziozão.

Então, só o lado xou. Só o lado mentiroso?

Tanto faz. É fácil bancar o niilista, masturbar a linguagem cifrar a linguagem com uma lógica ou processos bocejantes. Tanto faz.

Solteiro e verdadeiro, caminho pelas ruas noturnas da velha Hell Claro. A vida noturna da cidade, aliás, é fortemente reduzida no quesito "movimento". Existem bolhas onde antigamente existia Kenoma, eta nostalgia necessário essa, era buxixo firmeza no centrão rodeado de bares esfuziantes, com uma galera massa fazendo seus devaneios estralar pela madruga da cidade em chamas. Hoje, uma cidade com vida noturna sim, mas uma cidade morta , cidade fantasma - onde existia bagunça agora existe estacionamento, oligarquias da caretice patrocinam a cidade morna. 

Então você pensa nos amigos. Existe ainda o rolê, porra. Vários rolês. Hell Claro tem tédio mas tem poesia. O calor da convivência ainda existe. Existe enquanto resistência. Como atitude. 

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